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Três Caminhos a Seguir

  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura

Dizem que, na vida, temos três caminhos a seguir.


O primeiro é o da morte — a entrega total.

A desistência.

O fim do sofrimento e dos desejos.


O segundo é o da conformação — aceitar a vida como ela é.

É tudo o que temos.

É tudo o que conseguimos.

Para que lutar, se não tínhamos, não temos e não teremos?

Então, descansamos.


O terceiro é o da luta.

Esse é trabalhoso.

Cansativo.

Esse é o caminho da constatação de que quem se esforça menos, recebe menos.

Quem busca menos, encontra menos.

Mas aquele que não se entrega tem o prêmio de, um dia, alcançar seus objetivos.


Não consegui escrever por alguns dias.

Poderia dizer que estava dedicada a outros projetos — sim, já ouvi muitas pessoas prósperas se desculparem de suas ausências dessa forma.


Mas a verdade é que não consegui me dedicar a projeto algum.

E isso mesmo depois de ter aberto várias frentes de trabalho, todas com foco na minha independência financeira, no meu crescimento pessoal e na construção de uma vida com mais propósito.


Fiquei presa no caminho do meio.

O caminho da conformação.

O caminho de aceitar a vida exatamente como ela está.


Fiquei presa à ausência de pensamentos — não pensar para não confrontar.

E qualquer decepção me desviou do caminho, principalmente quando disseram:“Você sabe que não vai conseguir mesmo...”


Não parece, mas essa frase entra em contato direto com os demônios interiores.

E pronto: desastre a caminho.


A gente entra em um “modo hibernante”.

Parece que vê tudo ao redor, mas não vê nada.

Posso usar como referência o filme Click, com Adam Sandler, em que o personagem acelera a própria vida como se estivesse assistindo a um filme. Ele pula as partes chatas e só percebe, ao voltar, que anos se passaram — e ele não se lembra de como viveu.


Estava lá, de corpo presente, mas totalmente desvinculado de sentimentos, escolhas e envolvimento.


Eu me nego a permanecer nesse caminho.

Não é morte, mas é quase isso.


Eu quero retomar o caminho traçado,

aguentar as dilacerações,

e continuar buscando a cicatrização.


Afinal, eu posso abrir esse caminho.

E, mais do que isso, posso me manter nele.


 
 
 

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